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INSTITUIÇÕES CULTURAIS E ARTISTAS RECONHECEM FEITOS DE NANUTU

 INSTITUIÇÕES CULTURAIS E ARTISTAS RECONHECEM FEITOS DE NANUTU

O Ministério da Cultura e a União Nacional dos Artistas e Compositores-Sociedade de Autores, assim como vários músicos e cidadãos de diferentes sectores continuam a enviar mensagens de condolência pelo falecimento do saxofonista Nanutu, ocorrido na sexta-feira, em Lisboa.

Filipe Zau, ministro da Cultura, em declarações à imprensa, recordou a trajectória do músico que conheceu como integrante do Agrupamento FAPLA-Povo e colaborador no primeiro disco da sua carreira como músico.

Em nota, considera que o país perde um cidadão de grande dimensão humana, intelectual e cultural. Acrescenta que Nanutu tem uma obra que vai permanecer na memória de todos.

A Comissão Directiva da UNAC-SA, instituição da qual o artista foi membro reconhece Nanutu como uma das maiores referências da música instrumental angolana, um artista talentoso, disciplinado e profundamente comprometido com a valorização da cultura nacional.

“Ao longo de várias décadas de carreira, distinguiu-se pela excelência na execução do saxofone e pela sua capacidade de elevar os ritmos angolanos aos mais altos palcos nacionais e internacionais”, destaca a nota.

A UNAC-SA realça que Nanutu dedicou a sua vida à arte, preservando e promovendo a identidade cultural do nosso país através do semba, da música tradicional e da fusão harmoniosa entre os sons africanos.

Para o Jornal de Angola, Sanguito, Luís Passy e João Sabalo, trio de saxofonistas que partilharam vários momentos musicais e da vida com Nanutu, lamentam a perda do amigo. Músicos de diferentes gerações e nacionalidades, amigos e fãs têm recorrido às redes sociais para recordar o dono da ginga do saxofone angolano.

António Manuel Fernandes “Nanutu” nasceu em 1957, no Sambizanga, Luanda, começou a tocar bateria na Casa dos Rapazes de Luanda, e, aos nove anos, trocou a bateria pelo clarinete.

Ele estudou música em Portugal, Cuba, Estados Unidos e na República Dominicana, e tem viajado extensivamente para actuar e estudar música. O artista possui uma discografia impressionante, incluindo álbuns como “Marés” (1996), “Kizofado” (2000), “Luandei” (2005), “Bisa” (2009) e “Ximbika” (2012). O seu mais recente trabalho, “Gato Viju”, foi lançado em novembro de 2021, marcando o seu quinto álbum a solo após uma década. A sua mistura de estilos incluiu Semba, Kilapanga, Afrobeat e Bossa-Nova.

Nanutu também colaborou com vários artistas nacionais e internacionais, incluindo nomes notáveis dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que residem em Portugal, além de estrelas como Pablo Milanês, Luís Represas, Martinho da Vila, Simone, Daniela Mercury e Lecy Brandão.

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