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FILIPE ZAU IMORTALIZADO EM ACADEMIA BRASILEIRA

 FILIPE ZAU IMORTALIZADO EM ACADEMIA BRASILEIRA

O ministro da Cultura, Filipe Zau, tomou posse, na sexta-feira, em Brasília, como Académico Imortal da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura.

O governante passa a ocupar a Cadeira n.º 5 do Colegiado de Ciências da Educação, sob o patronato de Vitorino Nemésio. De acordo com uma nota de imprensa da embaixada de Angola no Brasil, Filipe Zau manifestou, na ocasião, o compromisso com a promoção do saber, da ética e do reforço da cooperação académica entre Angola e o Brasil. 

A distinção representa o reconhecimento do contributo do ministro para o desenvolvimento da cultura e do conhecimento, bem como para o fortalecimento dos laços entre os dois países. 

A Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura afirma-se como uma instituição de referência na valorização do mérito intelectual, cultural e profissional, distinguindo personalidades de destaque em diversas áreas. 

Entre as principais honrarias atribuídas pela instituição destacam-se o Colar do Mérito Académico, destinado a individualidades com contributos relevantes para o desenvolvimento do saber e da cultura, e a Ordem do Mérito Cívico e Cultural, concedida em diferentes graus. A medalha de mérito profissional distingue percursos de excelência, enquanto o Prémio Personalidade do Ano destingue figuras com impacto relevante na sociedade. 

No quadro da visita de trabalho ao Brasil, o ministro manteve, na quinta-feira, um encontro com o embaixador de Angola naquele país, Manuel Eduardo Bravo, com quem abordou o reforço da cooperação cultural. As partes destacaram a necessidade de dinamizar as indústrias criativas, promover o intercâmbio artístico e valorizar o património histórico e cultural comum entre Angola e o Brasil. 

A agenda em Brasília inclui visitas a instituições culturais, reuniões técnicas sobre financiamento à cultura e a assinatura de instrumentos de cooperação bilateral no domínio Cultural. A visita insere-se na estratégia de reforço das relações entre Angola e o Brasil, com vista à consolidação dos laços históricos, culturais e institucionais entre os dois países. Perfil de origem cabindense, Filipe Silvino de Pina Zau nasceu em Lisboa, a 2 de Novembro de 1950. É educador, investigador universitário, político, escritor, compositor e músico. 

Ocupa o cargo de ministro da Cultura de Angola desde 2021. Ao longo da sua carreira, desempenhou funções como chefe do Departamento de Superação da Direcção Nacional de Formação de Quadros de Ensino do Ministério da Educação, entre 1979 e 1984, e adido cultural na Embaixada de Angola em Portugal. Enquanto adido cultural, integrou a delegação angolana, envolvida na elaboração do Acordo Ortográfico de 1990.

Em 2010, exerceu funções de assessor para os Assuntos de Educação, Cultura e Desportos na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e colaborou como consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no acompanhamento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio em Angola. Integrou ainda os quadros da Universidade Independente de Angola, onde foi vice-reitor e reitor, tendo igualmente leccionado na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto. Em 2020, concluiu o doutoramento em Ciências da Educação pela Universidade Aberta de Portugal.

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