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FESTIVAL DAS ARTES PROMOVE ENCONTRO COM A HISTÓRIA PORTUGUESA

 FESTIVAL DAS ARTES PROMOVE ENCONTRO COM A HISTÓRIA PORTUGUESA

Festival assinala 15 anos com uma edição especial, este mês, na cidade de Lisboa.

O Festival Internacional das Artes da Língua Portuguesa (Festlip), que tradicionalmente acontece no Rio de Janeiro, assinala 15 anos com uma edição especial, este mês, de três dias de exibição, na cidade de Lisboa.

As actividades da Festlip em Portugal fazem parte das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebrado amanhã, com debates e apresentações que se prolongam até  dia 7 deste mês.

A edição portuguesa do festival contará com o espetáculo teatral “A Terceira Margem do Rio”, baseada num conto de Guimarães Rosa, com a direcção do director Paulo de Moraes numa parceria com a companhia portuguesa Teatro Meridional, que acolhe o Festlip nas suas instalações.

Segundo o comunicado distribuído pelos organizadores do evento, o elenco do espetáculo é formado pela companhia teatral “Trupe Festlip”, criada em 2017, a única no mundo composta por actores dos nove países lusófonos (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). A actriz Érica Chissapa é a única representante angolana no festival para esta edição.

O Teatro Meridional será palco de três apresentações do espectáculo “A Terceira Margem do Rio”, entre os dias 05 e 07 do corrente mês, além de um debate com a participação do elenco, do director Pires Abrão e da directora artística do Festlip Tânia Pires.

“Mesmo com toda a riqueza da nossa língua, não encontro palavras para significar a parceria e o acolhimento do Teatro Meridional aqui em Lisboa. Desde 2010, na sua primeira participação no Festlip, nossas sinergias foram estabelecidas. Fiquei encantada com a forma como o Meridional trabalha a dramaturgia e procura fazer da língua portuguesa um encontro com a própria história”, afirmou Tânia Pires Abrão no comunicado.

A directora ressaltou que a escolha do texto de um dos maiores escritores brasileiros para marcar o evento em Portugal é significativa porque leva “uma obra de Guimarães Rosa para uma edição internacional do festival, justamente no ano em que o Instituto Guimarães Rosa (equivalente ao português Instituto Camões) começa as actividades no Brasil.” A peça conta a história de um homem de meia-idade que deixa a família e amigos para viver isolado numa canoa no meio de um rio, na região central do Brasil, e jamais volta a pisar em terra firme. Seu único contacto com as pessoas acontece através do filho, Liojorge, que lhe deixa comida na margem do rio.

Os anos passam e a filha Rosário casa com um rapaz da região e vai morar na cidade. O filho também casa, mas decide permanecer com a mãe e continuar a levar diariamente a comida ao pai invisível. Quando nasce Nhinhinha, a filha de Liojorge, e que tem poderes mágicos, o rapaz resolve levá-la até a beira do rio para apresentá-la ao pai. Além das apresentações em Lisboa, os organizadores do Festlip confirmaram que em Novembro vão realizar uma programação especial na cidade brasileira do Rio de Janeiro.

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