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OS KIEZOS ACTUAM EM “RECORDAR KUTONOCA”

 OS KIEZOS ACTUAM EM “RECORDAR KUTONOCA”

Os Kiezos

Os artistas Voto Gonçalves, Prado Paím e António Paulino fizeram a farra e participaram, na tarde de sábado, no “Recordar os Kutonoka”, ao som das aclamados canções “Pão com Chouriço”, “Bartolomeu” e “Pontapé”  um programa cultural concebido pela direcção do espaço Café Platina Lounge Bar, no Tala Hady, Cazenga.

A festa teve o Conjunto Os Kiezos no suporte instrumental, que também acompanhou Santana Branco e Solange Candinho, artistas que reforçaram o elenco, que teve como condimento principal o trio Voto Gonçalves, Prado Paím e António Paulino. Em palco, cantaram e encantaram e, mais tarde,  em exclusivo ao Jornal de Angola, lembraram momentos vividos nas actuações do Kutonoka (Brincar).

António Paulino afirmou que foi no Cazenga, próximo do local do evento, onde fez o primeiro brilharete em 1971, e o jornalista da Rádio Nacional de Angola João Cunha lembrou a forma como o artista foi projectado pela plateia depois da canção que o tempo apagou da memória. O artista afirmou que, depois dessa estreia, as coisas aconteceram com naturalidade e conquistou o seu espaço com singles em que se destacam as canções “Joana”, “Balabina”, “Gienda jia Mamã”, “Camba la uma”, “Monami” e “Mana Colela”.

Outro artista que teve uma estreia fulminante no Kutonoka, em 1966, é Prado Paím, que estremeceu o Café Platina da mesma forma que o fez no Prenda, na área do Catambor, onde havia uma mulembeira. Lembrou que naquela altura interpretava “Nzenze-Isabel” e “Engrácia” e foi o primeiro a actuar e quando acabou de cantar, “os moradores da Samba, Prenda e zonas circunvizinhas seguiram o ritmo das músicas e pensaram que eu era congolês”, recorda. O vencedor do primeiro Disco de Ouro no país reviveu as actuações na Boavista, Campo da Académica, Precol, Floresta do Rangel, Cemitério Novo (Bairro Popular) e outros locais, sem esquecer o Cazenga, onde foi acompanhado pelos Dimba Dya Ngola, África Ritmo, Águias Reais, Ngoma Jazz e Os Kiezos.

Voto Gonçalves tem recordações do Kutonoka como espectador e reconheceu o facto de ser um projecto que contribuiu para o surgimento de muitos nomes da música angolana. Valorizou o esforço de Cristo Platina e de outros jovens promotores que têm apostado em actividades culturais que dão palco para artistas que preservam a música angolana, mesmo sem grandes apoios. Revelou que o Cazenga está, também, presente no seu percurso artístico, local onde criou alguns temas na fase da canção de intervenção.

Desfile musical

Ao som de “Esperanças Incertas”, Voto Gonçalves foi o primeiro dos três artistas de cartaz a subir ao palco e mesmo com uma balada demonstrou que é um “showman”, numa interacção com o público que em coro cantavam: “Nada vai mudar”. Depois, a festa ficou agitada e a passagem de pista aconteceu com “Zakumba”, a dançante e reflexiva “Esperança do Amanhã” e colocou “Ocipito” para fechar, um tema do cancioneiro Nhaneka. O músico foi impedido de deixar o palco e mesmo sem ensaiar agradou os presentes que pediam “Pão com chouriço” bem apreciado pelos entusiastas.

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