CIRCUITO DE TEATRO CONFIRMA ADESÃO DO PÚBLICO E O PAPEL MOBILIZADOR
A terceira semana da 11.ª edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT) 2026 ficou marcada por uma forte adesão do público, pela valorização da criação artística nacional e reconhecimento institucional do festival, afirmou, ontem, ao Jornal de Angola, a directora Artística do evento, Carla Esmeralda.
De acordo com a responsável, os espectáculos apresentados no Elinga Teatro confirmaram a capacidade do CIT para mobilizar públicos de diferentes faixas etárias e consolidar-se como uma plataforma de promoção do teatro angolano, reflexão artística e intercâmbio entre companhias nacionais e estrangeiras.
Desde o arranque, a 2 do mês corrente, pelo grupo Nova Cena, com o espectáculo de teatro “Kandundangu-O quinto marido”, acrescentou, o festival tem sido recebido de forma positiva por espectadores, agentes culturais e instituições, num ambiente de entusiasmo que voltou a demonstrar a crescente afirmação do teatro como um importante instrumento de identidade cultural, diálogo e cidadania.
Ao longo da primeira semana, o CIT apresentou um conjunto diversificado de espectáculos, cujas abordagens sociais, históricas e culturais proporcionaram ao público o contacto com diferentes linguagens cénicas. Para Carla Esmeralda, esta diversidade artística constitui um dos principais factores que têm contribuído para fortalecer o panorama teatral angolano e aproximar novos públicos da arte dramática.
A presença expressiva de espectadores, disse, teve continuidade na segunda semana, um dos aspectos marcantes ao longo das duas semanas da programação dos espectáculos. “As sessões decorreram com salas participativas, onde o envolvimento do público, por meio dos aplausos e interacção com os artistas, evidenciou o crescente interesse pelo festival”, considerou.
Na avaliação da directora Artística, a adesão registada confirma o CIT como um espaço privilegiado de fruição cultural capaz de reunir diferentes gerações em torno do teatro e de estimular o hábito de assistir às artes cénicas.
Carla Esmeralda destacou igualmente o reconhecimento manifestado por entidades institucionais em relação ao arranque da 11.ª edição do festival. Conforme explicou, a secretária de Estado para a Cultura, Maria da Piedade de Jesus ,enalteceu a organização do CIT e sublinhou a relevância do evento para a promoção da cultura, da actividade teatral e para o fortalecimento das Indústrias Criativas no país.
Depois de acompanhar, na semana passada, alguns dos espectáculos da XI edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), no palco do Elinga Teatro, na Baixa de Luanda, o homenageado desta edição, Manuel Gonçalves, deixou uma mensagem de confiança e incentivo aos grupos participantes, destacando o empenho demonstrado pelas companhias na preparação das apresentações.
Manuel Gonçalves considerou que o festival constitui uma oportunidade para os grupos evidenciarem o talento, criatividade e a dedicação colocados em cada espectáculo. O homenageado defendeu que as apresentações sejam marcadas pelo espírito de união, respeito e excelência artística, contribuindo para a valorização da cultura e o fortalecimento dos laços de amizade entre os participantes.
Manuel Gonçalves manifestou o desejo de que a XI edição do CIT fique na memória do público pela elevada qualidade das exibições, bem como pelo exemplo de convivência, disciplina e profissionalismo demonstrado pelas companhias participantes.
Dirigindo-se ao público, o homenageado apelou à adesão às actividades do festival, convidando os espectadores a deslocarem-se ao Elinga Teatro para assistirem aos espectáculos e prestigiarem o festival.
“A presença do público é uma das formas mais importantes de reconhecer e valorizar o trabalho dos artistas e grupos teatrais, contribuindo para o fortalecimento e desenvolvimento do teatro angolano”, destacou.
O ambiente de sexta-feira no Elinga Teatro denunciava que a noite seria especial, com a grande actuação dos actores do grupo teatral Ikondo Ikuta, da província de Cabinda, para mais uma sessão da XI edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT), que decorre de 26 de Junho a 5 de Setembro, em Luanda, e de 11 a 18 de Setembro, no Namibe.
Um tapete vermelho estendido ao centro, uma cama, uma mesa rodeada por duas cadeiras e bebidas preparadas como se aguardasse um jantar ou uma noite romântica, compunham um cenário modesto, mas carregado de simbolismo, despertando a curiosidade do público, que com poucos elementos bastaram para criar o universo dramático em que se desenrolaria “Pecar ou Matar”, obra proposta, pelo grupo.
À medida que as luzes da sala se apagavam e o silêncio tomava conta do espaço, o público era convidado a mergulhar numa narrativa intensa sobre os dilemas éticos, conflitos humanos e as consequências das escolhas individuais. A sessão reuniu várias personalidades ligadas à cultura e às artes, com destaque para o homenageado da XI edição do CIT, Manuel Gonçalves, que assistiu atentamente ao espectáculo. Estiveram igualmente presentes o jornalista e artista Guilherme da Paixão e o dramaturgo, escritor e encenador José Mena Abrantes, reforçando a importância institucional e artística do evento.
A XI edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT) voltou a afirmar-se, no sábado, como um dos principais espaços de promoção, valorização e projecção da formação artística no país, com a apresentação da peça “Okuvantja”, interpretada pelos estudantes finalistas do Curso de Teatro do Centro de Formação de Técnicos de Arte (CEARTE).
O espectáculo evidenciou o rigor técnico, a criatividade e a maturidade artística de uma nova geração de actores preparada para contribuir para o fortalecimento das artes cénicas nacionais.
Mais do que uma simples apresentação, a peça simbolizou a ligação entre a formação académica e a prática profissional, demonstrando que a excelência artística resulta do estudo, pesquisa e aperfeiçoamento contínuo.





1 Comentário
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