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EXPOSIÇÃO “YETU-QUANDO PINTAMOS SOBRE NÓS” É INAUGURADA AMANHÃ NA GALERIA TAMAR GOLAN

 EXPOSIÇÃO “YETU-QUANDO PINTAMOS SOBRE NÓS” É INAUGURADA AMANHÃ NA GALERIA TAMAR GOLAN

A Galeria Tamar Golan, na Fundação Arte e Cultura, em Luanda, abre as portas para acolher, nesta Quarta-feira, 13, a inauguração da exposição individual de Nuno Munzala “Camoxi”, intitulada “Yetu-Quando Pintamos Sobre Nós”, uma proposta centrada na reflexão sobre a construção da identidade colectiva angolana, que privilegia a mulher quitandeira, vulgo zungueira, como uma heroína do dia-a dia.

O título “Yetu”, que significa “nosso”, funciona como eixo conceptual da exposição. A proposta centra se na reflexão sobre a construção da identidade colectiva angolana, abordando temas ligados à memória histórica, diversidade cultural, espiritualidade e dinâmicas contemporâneas da sociedade.

Nesta obra, Camoxi reúne uma mostra de 12 peças que espalham técnicas artísticas, destacando 10 inéditas e 2 releituras, entre elas: acrílico sobre tela, colagem, aplicação de matérias e stencil multicamadas.

A obra, segundo o artista, representa a actividade e a vivên cia das vendedeiras ambulantes “zungueiras” em Angola, olhando para os pontos críticos e favoráveis da vida destas mulheres e o seu contributo no desenvolvimento da sociedade angolana.

“Nesta obra, trago a zungueira não só como uma figura invisível, mas como uma pessoa heroína, porque desempenha uma actividade que tem impacto na vida das pessoas e na economia local”, disse o autor.

O mesmo sublinhou que a obra privilegia uma linguagem predominantemente figurativa, incluindo momento de abstracção, combinando tons vibrantes e terrosos, criando composições como referências simbólicas à identidade nacional angolana.

A exposição organiza-se em três núcleos temáticos como: memória e raízes, vivências e contradições; esperança e futuro. Esta divisão, ainda de acordo com o autor, constrói uma narrativa que percorre o passado, presente e futuro, evidenciando as múltiplas camadas que compõem a realidade angolana.

A mostra faz uma combinação entre desenvolvimento da identidade angolana e os aspectos culturais, estabelecendo uma relação entre experiências individuais e consciência colectiva, criando diferentes possibilidades de interpretação.

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