Rádio Muzangala

FITAL É DOS MAIORES PALCOS DE INTERCÂMBIO ARTÍSTICO

 FITAL É DOS MAIORES PALCOS DE INTERCÂMBIO ARTÍSTICO

O Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda (FITAL), realizado ao longo de 12 dias no Elinga Teatro, foi muito mais do que uma montra de espectáculos. O evento transformou-se num importante espaço de intercâmbio artístico e cultural, reunindo artistas nacionais e estrangeiros numa partilha constante de experiências, conhecimentos e diferentes visões sobre as artes, incluindo a presença de criadores que nem sequer integravam a programação oficial do festival.

Encerrado ontem, o FITAL, na sua sétima edição, teve vários artistas a considerarem-no como sendo um dos maiores palcos de intercâmbio artístico do país, pela capacidade de reunir criadores nacionais e estrangeiros e promover a troca de experiências entre diferentes linguagens artísticas.

A actriz e responsável do grupo de teatro Mbéu, de Moçambique, Isabel Jorge, que esteve pela primeira vez em Angola, afirmou ao Jornal de Angola que um dos pontos mais altos do festival foi a oportunidade de interagir com outros artistas.

De acordo com a actriz, mais do que a apresentação, no sábado, da peça “As Substitutas”, a presença do grupo permitiu alargar a sua visão artística, através da interação com outros criadores.

O presidente da Associação Angolana de Teatro (ATT), Tony Frampénio, afirmou que o FITAL funciona como uma verdadeira vitrine da arte e um “palco-escola” para os artistas, ao proporcionar experiências formativas e inovadoras.

“O espaço é de formação das artes, por se tratar de questões muito inovadoras. São trazidos temas sociais de forma muito criativa”, destacou.

O responsável sublinhou ainda que a presença de grupos estrangeiros reforça a dimensão formativa do festival, permitindo a troca de experiências e o aprimoramento do trabalho artístico.

Por outro, o produtor de cinema Jorge Cohen, disse que o festival vai além da exibição de espectáculos, ao criar um espaço contínuo de aprendizagem entre profissionais das artes.

Para o artista, a proximidade entre criadores de diferentes áreas contribui para o enriquecimento do percurso artístico individual e colectivo.

Segundo Jorge Cohen,a partilha de experiências ao longo do festival permite “ver a arte com outros olhos” e compreender novas abordagens de criação e expressão, o que, na sua opinião, reforça a importância de iniciativas como o FITAL para o crescimento e amadurecimento do sector cultural em Angola.

O artista brasileiro Pedro Vilela mostrou-se impressionado com a capacidade do FITAL de reunir artistas e promover uma troca espontânea de impressões entre os participantes. “Durante o festival pude apreciar o quão rica é a arte em Angola”, disse.

A directora do Elinga Teatro, Anacleta Pereira “Nani”, fez um balanço positivo do festival, destacando vários factores que contribuíram para o sucesso desta edição. Segundo a responsável, os espectáculos apresentados trouxeram temáticas diversificadas e foram desenvolvidos de forma criativa, reforçando a qualidade artística do evento.

Anacleta Pereira fez igualmente um balanço positivo da linguagem cénica apresentada, tendo algumas desafiando a estética convencional do teatro. “Um dos nossos objectivos é incentivar os artistas a apresentarem novas propostas artísticas e conseguimos ver isso no festival”, disse.

Outro dos fins alcançados foi a forte presença de jovens criadores, um aspecto destacado pela directora como sinal de renovação e continuidade das artes cénicas.

“A participação desta nova geração de artistas trouxe uma dinâmica própria à programação, marcada por abordagens criativas e linguagens contemporâneas”, declarou.

Rádio Muzangala

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Relacionados

WP Radio
WP Radio
OFFLINE LIVE