FOGUEIRA REFLEXIVA REALÇA CULTURA E UNIÃO SOCIAL
O crepitar da fogueira, os sons da música folclórica, a poesia e os sabores típicos do Sul de Angola marcaram, no fim-de-semana, uma noite de reflexão cultural promovida pelo Museu Regional da Huíla, na cidade do Lubango, numa actividade que reuniu mais de uma centena de participantes entre jovens, crianças e adultos.
Realizada no âmbito da Jornada Nacional de Museus, a denominada “Fogueira reflexiva” procurou aproximar o museu das comunidades e estimular o debate sobre o papel das instituições culturais na construção de sociedades mais unidas e conscientes da importância da preservação da memória colectiva.
A directora do Museu Regional da Huíla, Angelina Sacalumbo, explicou que a iniciativa esteve alinhada ao lema internacional das celebrações deste ano, centrado na reflexão sobre “O papel dos museus na união de um mundo dividido”.
“Procuramos reunir jovens, crianças e adultos para juntos reflectirmos sobre que papel os museus devem ter na união de um mundo cada vez mais dividido nos aspectos culturais, sociais, económicos e políticos”, afirmou.
A reflexão, que contou com momentos de diálogo, projecção virtual do acervo museológico, manifestações artísticas e degustação de produtos tradicionais da região Sul do país, foi moderada pela directora da Mediateca do Lubango, Winia Agostinho.
Teve um momento em que um dos técnicos da instituição conduziu uma visita guiada virtual ao interior do museu, a fim de permitir aos participantes conhecerem parte do património histórico e cultural preservado pela instituição.
“Muita gente ainda não conhece o interior do museu. Então aproveitamos a fogueira para fazer uma exposição virtual e mostrar um pouco daquilo que guardamos enquanto memória colectiva da região”, explicou Angelina Sacalumbo.
À volta da fogueira, os participantes degustaram ainda diversos “quitudes da terra”, entre os quais milho assado, batata-doce, abóbora, maçaroca, pão com peixe e outros produtos tradicionais frequentemente consumidos pelas populações da região.
A actividade contou igualmente com momentos culturais de poesia, dança e música, numa atmosfera que procurou resgatar práticas comunitárias ancestrais ligadas à oralidade, transmissão de saberes e convivência colectiva.




