TERRA: O NOME QUE PESA E SUSTENTA
Terra que sustenta
Terra. Palavra curta, sentido imenso. É chão, mas também é origem. É casa, mas também é destino.
Pisamo-la todos os dias, como quem não percebe que caminha sobre memórias. Porque a Terra não é apenas aquilo que vemos é aquilo que guarda. Ossos antigos, sementes esquecidas, sonhos interrompidos. Tudo nela permanece, mesmo quando pensamos que passou.
A Terra alimenta, mas também cobra. Dá fruto e devolve consequências. É ventre fértil e, ao mesmo tempo, espelho do excesso humano.
Chamamos de progresso aquilo que muitas vezes é perda disfarçada. Cortamos árvores e dizemos desenvolvimento. Poluímos rios e chamamos de necessidade. A Terra, silenciosa, aceita, mas nunca esquece.
E há um detalhe que poucos encaram, nós não pertencemos à Terra como donos, pertencemos como passagem.
Porque “terra” também é fim.
É o lugar para onde tudo regressa.
Corpo que vira pó, vida que se desfaz, história que se mistura ao solo.
No entanto, entre o início e o fim, há escolha.
Cuidar ou consumir. Preservar ou apagar. A Terra continua firme, paciente, quase eterna.
Mas nós, somos o intervalo. E talvez o verdadeiro sentido da Terra não esteja no chão que pisamos, mas na forma como decidimos deixar marcas nele.





1 Comentário
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