Rádio Muzangala

ACONTECE HOJE ANTESTREIA DO FILME ANGOLANO  “O EMIGRANTE”

 ACONTECE HOJE ANTESTREIA DO FILME ANGOLANO  “O EMIGRANTE”

Filme angolano O Emigrante

A antestreia do filme “O Emigrante”, uma longa-metragem realizada pelo cineasta Levis Albano, acontece hoje, às 18h00, na sala da Zap Cinemas do Shoping Avenida, em Luanda, promovido pelas produtoras Monóculo Áudio Visual, Gunosco Filmes e a ZAP Cinemas.

Os organizadores esperam reunir na noite de antestreia cerca de 200 convidados, entre figuras públicas, influenciadores e apoiantes do cinema nacional. Por sua vez, a grande estreia para o público acontece na sexta-feira, com duas sessões, às 15h40 e às 20h30, nas Salas ZAP Cinema, inicialmente apenas em Luanda.

Em declarações, ontem, ao Jornal de Angola, Levis Albano disse que o filme durou aproximadamente um mês de gravação e quatro meses de preparação. Foi gravado em diversas partes da cidade de Lisboa, a capital portuguesa. Levis Albano justificou que não foi necessário deslocarem-se para outras cidades porque a história retratada passa toda em Lisboa.

Com uma duração de aproximadamente 1h40, a longa-metragem traz no elenco actores de diferentes nacionalidades da CPLP, nomeadamente angolanos, portugueses, guineenses e cabo-verdianos. Entretanto, os papéis principais são desempenhados pelos actores angolanos Lialzio Vaz de Ameida e Erika Chissapa, aos quais se junta a actriz portuguesa Diva O’Branco.

Classificado como um drama que se mistura com suspense, a fotografia ficou a cargo de António Mbuta Gunosco e a produção executiva foi assumida por Erika Chissapa.

“Não tivemos nenhum patrocínio financeiro. É uma obra cujos custos foram suportados por mim, Erika Chissapa e António Gunosco. Tivemos apenas algum apoio institucional de juntas de freguesia e da Câmara Municipal de Lisboa”, lamentou Levis Albano.

Segundo o realizador, a mensagem do filme passa pela história de um angolano que vai a Portugal estudar com o apoio integral dos pais, desde renda, mensalidades e lazer. Entretanto, diante da crise económica mundial, os pais perdem a capacidade de sustentar o filho e pedem que este regresse a Angola. Habituado a estar na capital portuguesa, o filho nega regressar, o que leva os pais a tomarem a decisão de não mais enviarem dinheiro ao filho. A partir daí, começa o drama como sobreviver se instala na vida desse emigrante angolano em terras lusas, que sempre dependeu do apoio dos pais. Para poder sobreviver, sujeita-se a soluções pouco dignas, que o vão levar a viver várias peripécias.

“Infelizmente há quem procura as maneiras mais fáceis, ao invés de trabalhar duro e organizar a sua estadia como imigrante. O filme é baseado em factos reais. É importante referir que, apesar da história ser angolana e acontecer em Portugal, é uma história do mundo, porque hoje a emigração é um fenómeno global do nosso tempo”, sublinhou Levis Albano.

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